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Guerra Urbana

Quinta, 24 de agosto de 2006, 16h19

CNBB defende Exército no combate ao crime

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Romoaldo de Souza
Direto de Brasília

O Exército têm condições de contribuir com a Segurança Pública em regiões atingidas por ondas de violência, como São Paulo, no campo da inteligência e da fiscalização aos presídios. Foi o que defendeu nesta quinta-feira a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "É o princípio da subsidiariedade. O que pode ser resolvido no primeiro escalão, que seja resolvido. Vamos para um degrau acima até mesmo com a presença do Exército", disse d. Geraldo Majella.

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Em nota, a Igreja Católica cobrou do governo "imediata solução" para pôr fim à violência no País e colocou-se à disposição para "colaborar nesse empenho, convidando também para isso toda a sociedade civil". Segundo d. Geraldo Majella, é preciso encontrar urgentemente uma solução "para a superlotação nos presídios, que atenta contra os direitos humanos e é fonte de crises recorrentes".

A CNBB diz que é obrigação do Estado, ou seja, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, "proteger os direitos inerentes à dignidade humana, cuidando inclusive da assistência judiciária aos presos para o fiel cumprimento das leis de execução penal".

Na avaliação dos bispos, a raiz do crime organizado está na ação de grupos que se articulam para cometer atos de corrupção, como a máfia das ambulâncias. A CNBB diz que não tem candidatos nas eleições de outubro, mas recomendou que o eleitor não vote em candidatos ligados à corrupção dos sanguessugas.

 
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