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Luiza Rangel, coordenadora do INSI (Instituto Internacional de Segurança da Imprensa) para América Latina declarou em entrevista exclusiva ao Jornal do Terra que não é possível comparar o risco que correm os jornalistas hoje no Brasil ao risco que corriam os profissionais na Colômbia na época de Pablo Escobar e mesmo atualmente, com a atuação das Farc.
"Na Colômbia os jornalistas estão desprotegidos, não tem segurança nenhuma. No Brasil as organizações dos profissionais são boas", ressalta a especialista que deu entrevista de Caracas, na Venezuela.
A coordenadora foi consultada pela TV Globo após o seqüestro do repórter Guilherme Portanova e aconselhou a emissora a atender à exigência dos seqüestradores de divulgação de um vídeo para que o repórter fosse libertado. "A Globo tomou uma decisão muito difícil, mas que preservou a vida do jornalista. Isso é o importante", ressalta.
Luiza Rangel afirmou que o INSI está organizando um curso de treinamento em Segurança no Brasil para 50 profissionais de mídia, a ser ministrado em novembro deste ano. O curso instruirá jornalistas que enfrentam situações de conflito permanentes em suas coberturas.
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