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"É inaceitável que o jornalista da Rede Globo seja usado para divulgar as ações do PCC". A opinião é do vice-presidente da Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas, Antônio Pereira Filho.
O jornalista Guilherme Portanova foi seqüestrado pela facção clandestina neste sábado. Os criminosos exigiram que um vídeo, que contém reivindicações sobre o sistema carcerário, fosse divulgado pela TV Globo.
Antônio Pereira Filho considera esse um caso isolado, mas ressalta que no Rio de Janeiro já existem jornalistas que são obrigados a trabalhar utilizando capacetes e coletes à prova de balas. O vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas enfatiza: "tudo é muito preocupante, pois os esses repórteres são simples trabalhadores, não representam as empresas que trabalham; as autoridades precisam estudar estratégias que garantam o exercício da profissão, sem tantos riscos", finaliza Antônio Pereira Filho.
Nesta tarde de domingo, outra associação que se manifestou sobre o seqüestro do jornalista Guilherme Portanova foi a Abraji, Associação dos Jornalista Investigativos.
Leia abaixo íntegra da nota:
"A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), criada logo após o assassinato do jornalista Tim Lopes no Rio pelo narcotráfico, considera o seqüestro dos funcionários da Rede Globo e a chantagem que obrigou a TV a exibir um vídeo feito por criminosos indicadores intoleráveis de que os governos do Estado de São Paulo e federal já não garantem as condições mínimas para o exercício irrestrito da liberdade de imprensa no país.
A Abraji espera que as autoridades estadual e federal atuem com rapidez e eficiência para impedir uma nova tragédia e que repensem suas políticas de segurança pública, até agora incapazes de controlar o crime organizado a partir dos presídios de São Paulo."
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