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Guerra Urbana

Domingo, 13 de agosto de 2006, 15h31

PCC libera repórter 24h após vídeo ir ao ar

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Imagens Rede Record e Rede Globo

O repórter Guilherme Portanova, da Rede Globo, foi libertado a 0h30min desta segunda-feira, 24 horas depois de a emissora exibir em São Paulo, um vídeo com mensagem do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Rede Globo divulgou o vídeo aos 28 minutos da madrugada de domingo. A exibição foi uma exigência da facção criminosa, que seqüestrou na manhã de sábado o repórter Guilherme Portanova e o técnico Alexandre Coelho Calado, funcionários da emissora.

» Assista: Funcionários da Globo sofrem seqüestro
» Opine sobre a ação do PCC

No vídeo de 3 minutos e 26 segundos de duração um homem encapuzado critica o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que prevê o isolamento dos detentos. O regime está sendo aplicado para os líderes da facção criminosa, que estão na prisão de segurança máxima de Presidente Bernardes, no interior paulista.

O diretor de Jornalismo da Rede Globo em São Paulo, Luiz Cláudio Latgé, disse que a emissora divulgou material, entregue em um DVD, para preservar a vida do repórter sequestrado. O vídeo foi entregue à emissora ainda no sábado pelo técnico Alexandre, libertado pelos seqüestradores por volta das 22h30, perto da sede da Globo, na avenida Luis Carlos Berrini, zona Sul da cidade.

Dias antes do seqüestro, um vídeo atribuído PCC havia sido entregue ao SBT, que não exibiu as imagens. Dois dias depois, o PCC seqüestrou os funcionários da Globo em uma padaria do Brooklin, perto da sede da emissora. O Vectra usado no crime foi encontrado queimado.

Libertado, o técnico Alexandre Calado levou à Globo o recado dos criminosos: o material deveria ser divulgado ainda naquela noite, para não colocar em risco a vida do repórter.

Em comunicado distribuído neste domingo, a Rede Globo informou que, antes de divulgar o material, consultou o International News Safety Institute (Instituto Internacional de Segurança da Imprensa) e a empresa especializadas em gestão de risco, The Ake Group. Foi orientada a fazê-lo, dada a gravidade do caso, semelhante a situações enfrentadas recentemente na Índia e no Oriente Médio.

Antes de levar o vídeo ao ar, a Globo informou a polícia o conteúdo da mensagem.

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