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Guerra Urbana

Quinta, 10 de agosto de 2006, 14h39

Marcola se diz bode expiatório do PCC

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Imagens: Rede Record

O Ministério Público paulista apresentou a primeira denúncia formal à Justiça responsabilizando o PCC pela primeira onda de ataques realizados em São Paulo, no mês de maio. 152 pessoas morreram na ocasião.

Marco Wiliam Camacho, o Marcola, foi denunciado pelo MP como o coordenador dos ataques. Ele foi interrogado na última sexta-feira na audiência do processo que investiga a morte do bombeiro João Gilberto da Costa durante a primeira onda de crimes.

O depoimento foi realizado por meio de uma videoconferência direto do presídio de segurança máxima em Presidente Bernardes. Algemado e instruído por uma advogada, Marcola negou as acusações e se disse um bode expiatório dos ataques do PCC, facção a qual negou comandar.

Marcola falou pouco durante a sessão, que durou apenas quinze minutos, e se limitou a responder perguntas. Várias vezes, ele se disse inocente e pediu justiça contras as acusações que lhe eram feitas.

Marcola não se exaltou nem quando o delegado Divas Pinheiro disse ter escutas telefônicas que comprovam seu envolvimento com o PCC.

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