Silvia Ribeiro
Direto de São Paulo
A Polícia de São Paulo prendeu até o final da tarde de quinta-feira 21 pessoas acusadas de terem ligação com o PCC. Entre os presos, está a advogada de Marcola, líder da facção criminosa, Maria Crisitina Rachado. Em uma gravação, ela teria acertado o pagamento de honorários com um integrante da quadrilha. Na CPI do Tráfico de Armas, ela disse que era paga pela família de Marcola para defendê-lo.
Maria Crisitina Rachado se tornou conhecida em episódio da compra de um depoimento sigiloso de chefes da polícia de São Paulo à CPI do Tráfico de Armas. Ela ficará presa aguardando julgamento, em que será acusada de formação de bando. Segundo o Deic, ela teria influência na facção ao usar um integrante para ameaçar um desafeto dela de morte.
Na operação do Deic, também foram apreendidas nove armas, maconha e cerca de 21 quilos de cocaína. Em entrevista à imprensa o delegado Rui Ferraz, do Deic, disse que a operação desmantelou uma tesouraria do PCC que arrecadava dinheiro do tráfico de cocaína. Ela funcionava em uma casa no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo.
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