Silvia Ribeiro Direto de São Paulo
O governo federal repassará R$ 100 milhões para a administração penitenciária de São Paulo. Os recursos que serão liberados por meio de medida provisória editada pelo presidente Lula fazem parte de um pacote de medidas para o combate às ações do crime organizado, discutido nesta sexta-feira entre o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, na capital paulista. Mas Lembo acha que o montante de recursos federais não é o ideal. "É claro que não é suficiente. O ministro sabe disso, mas temos de ter consciência das limitações orçamentárias", disse.
O pacote prevê maior integração dos serviços de inteligência federal e estadual por meio de um Gabinete de Gestão Integrada gerenciado em São Paulo. O governo federal ainda se compromete com maior empenho de órgãos da Receita Federal no rastreamento de lavagem de dinheiro. Thomaz Bastos ofereceu vagas em presídios federais para presos de facções criminosas e prometeu um aumento de 10% dos agentes da Polícia Federal no Estado. Outra arma que o governo paulista teria em mãos é a possibilidade de bloqueio das estradas federais pela Polícia Rodoviária Federal - uma das ofertas levadas pelo ministro ao encontro no Palácio dos Bandeirantes.
O ministro da Justiça também colocou as Forças Armadas à disposição de São Paulo para convocação em situações de crise como os ataques a alvos civis. Apesar de enfatizar o trabalho integrado da Polícia Militar e do Exército em São Paulo, Lembo por ora recusou a ajuda. "O trabalho de inteligência com o Exército Nacional em São Paulo pode levar a eventual uso da tropa federal em São Paulo, porém, não é o momento", disse o governador paulista.
Tanto o ministro quanto o governador condenaram o uso eleitoral da crise. Caciques do PSDB e do PFL, partido de Lembo, deram declarações nesta semana em que apontavam indícios de ligação entre o PT e o PCC. O governador de São Paulo criticou a conduta dos colegas pefelistas.
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