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Guerra Urbana

Quarta, 12 de julho de 2006, 12h55

SP não fez nada para nos proteger, diz agente

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São Paulo foi mais uma vez palco de ataques violentos na madrugada desta quarta-feira, depois que a polícia prendeu o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Emivaldo Silva Santos, conhecido como BH. Desde os primeiros ataques e rebeliões em maio, 14 agentes penitenciários já foram mortos no Estado e há informações de que BH teria recebido ordens para assassinar mais agentes. Em entrevista ao Jornal do Terra, o secretário-geral do Sindicato dos Agentes Penitenciários de São Paulo, José da Silva, criticou o governo, que anunciou proteção aos funcionários das cadeias, e disse que a categoria segue insatisfeita com as medidas adotadas até agora pelas autoridades.

"Os presídios continuam com os mesmos problemas. Nada foi feito para coibir a ação dos criminosos, seja no trabalho ou fora dele. Falta compromisso do Estado", ressaltou. Ele contou que os agentes estão alarmados. "Sempre somos vítimas da inércia do Estado e agora somos as vítimas abertamente assassinadas em frente de casa e da família. Os ataques desta madrugada provam que a sociedade também é alvo e o crime ataca postos civis".

Silva defendeu ainda que o governo de São Paulo deve aceitar a ajuda oferecida pelo governo federal. "É preciso deixar de lado a política. O que importa é que os problemas sejam resolvidos. Se for preciso a entrada do Exército, que seja feito. O que não pode é deixar as pessoas continuarem morrendo. Estamos chegando a uma terra de ninguém. Nenhuma ação surtiu efeito", falou.

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