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Mais de 1,4 mil presos da penitenciária de Araraquara, no interior de São Paulo, estão confinados em um espaço para 160 detentos, sem condições mínimas de higiene ou atendimento médico. Eles foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP), anexo da prisão, depois que um motim destruiu a cadeia.
O acesso à ala em que os detentos estão foi soldado pelos funcionários. Depois disso, os presos recebem alimentação pelo teto, muitos dormem ao relento, não há condições básicas de higiene, a luz foi cortada para evitar recarga de bateria de celulares e os doentes estão sendo içados por cordas para serem atendidos.
Segundo nota enviada pela Secretaria de Administração Penitenciária, nesta sexta-feira 107 presos estão sendo retirados de dentro da penitenciária para serem examinados por médicos.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) esteve no local e ficou chocado com a situação. De acordo com ele, foi a situação mais a dramática que ele já viu em uma cadeia. Para o governador do Estado, Cláudio Lembo, o problema foi provocado pelos próprios detentos.
Diz a nota oficial da Secretaria de Administração Penitenciária: "As obras para a reforma da penitenciária estão na eminência de começar, uma vez que a situação exige total urgência, os contratos emergenciais já foram assinados. Não será necessário ocorrer transferências de presos para outras Unidades durante a reforma, pois o anexo é separado por muralhas. (...) Os presos serão redistribuídos para mais um pátio que estava interditado por ocorrência de um túnel que já foi lacrado, amenizando assim o problema de espaço físico. Até o final da semana que vem os presos estarão ocupando mais dois pavilhões".
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