Romoaldo de Souza Direto de Brasília
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse nesta segunda-feira em Brasília, que está aguardando um estudo da Fundação Getúlio Vargas para pôr em prática medidas de redução dos gastos do Poder Legislativo, mas não confirmou e nem negou que entre as ações que serão implementadas, esteja a do aumento de salário de deputados.
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Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu cortes nas verbas dos três Poderes, mas Aldo Rebelo afirmou que a ordem ainda não chegou na Câmara, embora a política de contenção de despesas já esteja em vigor. "Não recebi recomendação do Palácio do Planalto para fazer cortes, mas a Câmara está fazendo cortes para reduzir o custo de pessoal, cortar 40% das horas extras, demitir mais de mil servidores de cargos de natureza especial, congelar no orçamento a verba para publicidade da Câmara. Cancelei esta rubrica mais de R$ 10 milhões, então, essas medidas reduzem custos na administração da Casa", explicou.
Lideranças políticas querem fazer um reajuste dos salários de deputados e senadores aos de ministro do Supremo Tribunal Federal, em torno de R$ 25 mil, mas Aldo disse que aguardará o estudo e a pressão dos demais parlamentares. A proposta mais provável é de se criar um "pacote deputado", no qual a Câmara cortaria os adicionais e as ajudas de custo e repassaria uma quantia para a manutenção do parlamentar, que ficaria livre para montar escritório na base eleitoral, contratar assessores, passagens, aluguel e deslocamentos.
Redação Terra
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