Robério Lessa Direto de Fortaleza
Laurindo Barbosa, um dos acusados de envolvimento no roubo do Banco Central de Fortaleza, em agosto do ano passado, negou nesta terça-feira à Justiça Federal, sua participação no furto. Ele justificou a compra de imóvel e veículos com o fato de ter garimpado um diamante no valor de R$ 400 mil. A quadrilha arrombou a casa-forte da instituição, levando cerca de R$ 164,7 milhões apenas em cédulas usadas de R$ 50,00.
» Leia mais em Notícias > Brasil
Laurindo não soube explicar como comprou uma casa por cerca de R$ 150 mil em Parnaíba, no Piauí, além de uma camioneta Hilux e uma motocicleta Honda. Além disso, não esclareceu como deixou US$ 92 mil com um primo e a origem dos R$ 196 mil encontrados dentro de uma caixa enterrada na casa de sua chácara no Tocantins. O acusado alegou ter assinado um depoimento na Polícia Federal do Piauí sem saber seu conteúdo e negou ainda a propriedade de vários imóveis situados no Ceará e São Paulo, além da origem dos R$ 300 mil usados para pagar o resgate de seu seqüestro, supostamente praticado por policiais de São Paulo, no início deste ano.
O juiz Danilo Fontenelle Sampaio, da 11ª Vara da Justiça Federal, já interrogou cinco acusados, dentre eles, o militar aposentado Benedito Ferreira da Silva, que administrava o negócio de Raimundo Laurindo Barbosa Neto, em Marabá, e confirmou que por várias vezes recebeu valores elevados em notas de R$ 50,00 de Laurindo.
Também depuseram Alexandre Rogério Borges dos Santos e os advogados Edson Campos Luziano e Eliseu Minichillo de Araújo, que pouco colaboraram para a descoberta de novos fatos dentro do processo. A Justiça também interrogou Lucilane Laurindo da Costa, Veriano Laurindo da Costa e José Lúcio da Costa, capturados na operação ¿Facção Toupeira¿, realizada pela Polícia Federal.
Redação Terra
|