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A educação infantil na América Latina é a melhor do mundo em desenvolvimento, com 62% das crianças recebendo educação pré-primária ou pré-escolar. A informação é de relatório da Unesco, que monitora a universalização do ensino primário no planeta, meta a ser cumprida até 2015. Em entrevista ao Jornal do Terra, a integrante do Comitê Diretivo do Movimento Interfórum de Educação Infantil do Brasil, Ângela Barreto, disse apesar do registro favorável do órgão das Nações Unidas, o Estado brasileiro precisa dar atenção especial às crianças de zero a três anos - somente 13% delas recebem a educação infantil, em creches.
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Segundo Ângela, a educação da criança de zero a cinco anos é uma etapa importante, mas não obrigatória como a do ensino fundamental. "Atualmente é lei diz que a criança deve entrar aos seis anos no ensino fundamental, que tem a duração de nove anos. De zero a cinco anos continua sendo apenas direito da criança e da família e dever do Estado", disse.
A especialista afirmou que o País está "razoavelmente bem" dentro do quadro da educação pré-escolar, monitorada pela Unesco através do programa "Educação para todos", mas não entre os melhores indicadores. Ângela destacou que apesar de 72% das crianças brasileiras freqüentarem a escola, segundo levantamento recente, o índice cai para 62%, se consideradas as crianças de até cinco anos.
Ângela disse que dados da Unesco comprovam que a experiência da educação infantil é de extrema importância no desenvolvimento integral da criança. Segundo ela, a criança que tem acesso à essa educação possui melhores desempenhos até o nível médio de escolaridade, melhores condições posteriores no mercado de trabalho e menor índice de envolvimento com criminalidade. Ela ainda ressaltou que a criança deve ter uma interação com seus parceiros na escola, uma atividade bem estruturada pelos professores e um espaço amplo para brincadeiras.
Redação Terra
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