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Sexta, 3 de novembro de 2006, 13h20

USP seqüencia genoma de abelha

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A abelha produtora de mel (Apis Mellifera) é o terceiro inseto a ter o genoma seqüenciado no mundo, sendo que antes dela vieram os da mosca-das-frutas e do mosquito vetor da malária na África, e o trabalho de seu seqüenciamento foi feito por um consórcio internacional formado por 60 institutos mundiais. A professora do Departamento de Biologia da USP de Ribeirão Preto, Zilá Luz Paulino Simões, uma das cientistas envolvidas no consórcio contou, em entrevista ao Jornal do Terra, que esta espécie de abelha possui aproximadamente 10 mil genes, mas que o número exato ainda está sendo avaliado através de ferramentas de bio-informática.

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A professora disse que o processo foi iniciado em 2002 e que a parte técnica do seqüenciamento foi realizado em uma central nos Estados Unidos altamente capacitada. "Depois que eles estavam com as letras que compõem o genoma, distribuíram para os institutos do consórcio, como o nosso", disse. Zilá afirmou que o processo é muito trabalhoso e caro e que o laboratório de Ribeirão Preto foi financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Zilá explicou que o verdadeiro conhecimento da cadeia e as respostas para alguns problemas só são alcançados com o seqüenciamento do genoma e contou que o feito foi uma realização pessoal e universal. "Foi emoção muito grande, ficamos realmente muito felizes", disse. A professora ainda informou que a abelha é um inseto altamente social e que a rainha e a operária da colônia têm genomas equivalentes. "Mas ao longo do desenvolvimento algo acontece para ser uma rainha fértil ou operaria estéril", afirmou.

Zilá afirmou que no momento não está engajada em outro processo, mas que os possíveis próximos insetos a serem seqüenciados serão o "besouro da farinha de trigo" e o bicho-da-seda.

Redação Terra

 
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