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Quinta, 2 de novembro de 2006, 17h04

Política externa está confusa, diz professor

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Em entrevista ao Jornal do Terra o professor titular de Direito Internacional da Universidade de São Paulo, Luís Olavo Baptista, disse que, atualmente, o Mercosul enfrenta problemas graves. Ele explicou que para criar uma zona aduaneira comum, são necessários um sistema institucional e regras comuns a todos os países-membro, para que as economias se aproximem. Segundo o professor, o presidente Luiz Inácio Lula do Silva pode fortalecer o Mercosul, se agir corretamente. "Depende do que ele chama de Mercosul. Se ele está pensando em aliança política acho que pode conseguir, mas se for em zona econômica é muito difícil", explicou.

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Sobre a política externa de Lula, o professor da USP disse acreditar que ela pode melhorar de acordo com a nova equipe que será escalada e disse que o erro do presidente no primeiro mandato foi não saber separar a política externa da comercial. "A externa visa as relações de país com outro interesses mais abertos e a comercial são concretas, com aberturas de regras comerciais. Quando as duas se juntam, atrapalha. Os maiores países do mundo separam isso", afirmou.

Para o professor, o que Lula fez de errado foi ouvir três pessoas sobre política externa e cada hora atender a opinião de um deles. "Uma espécie de colcha de retalhos. O Itamaraty se reduziu a espécie de agência de publicidade de Lula", disse.

Segundo Luís, a ALCA (Aliança Livre entre Comércios nas Américas) não é mais sugerida e Lula é um dos responsáveis por isso. "A ALCA tem vantagens e desvantagens, se for um acordo para juntar as economias seria bom, mas se fosse algo que tendesse a favorecer um país e desfavorecer outro, aí não seria coisa boa", afirmou. De acordo com o professor, é essencial olhar os interesses de cada país no comércio, pois relações bilaterais são mais difíceis.

Redação Terra

 
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