Ernani Alves Direto do Rio de Janeiro
A Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) ingressou nesta terça-feira, na Justiça do Estado, com uma interpelação judicial contra o deputado federal eleito Clodovil Hernandes (PTC-SP) por suas declarações racistas durante entrevista a uma rádio carioca, como a de que os judeus "manipularam a história do Holocausto".
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Um dos deputados mais votados em São Paulo na última eleição também sugeriu que o atentado às Torres Gêmeas, nos EUA, teria sido um complô contra os muçulmanos e contou que da última vez que visitou os EUA, sentiu-se ofendido por um guarda negro da alfândega e disse que o chamou de "crioulo".
O presidente da Federação Israelita do RJ, Osias Wurman, disse que a interpelação judicial foi feita por precatória do Rio de Janeiro para São Paulo e que, por isso, demorará algumas horas até que o deputado seja notificado. Para Wurman, Clodovil está se escondendo. "A informação que temos é de que ele está num hotel talvez para evitar a notificação, uma vez que é um local ignorado. A interpelação é para que ele confirme, desminta ou se retrate. Caso ele confirme, será configurado como racismo, que no Brasil é crime indescritível e inafiançável", explicou.
Wurman também afirmou que Clodovil não tem imunidade parlamentar, por ainda não ter sido diplomado, e não é réu primário porque foi condenado a pagar 80 salários mínimos ao chamar uma vereadora paulista de "macaca de tailler metida a besta", em 2004.
Redação Terra
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