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O combate à corrupção é uma atividade permanente e depende de regras claras. Os corruptos precisam saber que a sociedade e o Estado estão vigilantes e o desvio de dinheiro não fica impune. Em entrevista ao Jornal do Terra, o presidente da Associação Paulista do Ministério Público, João Antônio Garreta Prats, defendeu uma legislação menos branda para este tipo de crime e um sistema efetivo de controle da corrupção. Mas, para ele, o que funciona mesmo é a mudança cultural.
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"A sociedade precisa estar mais envolvida e entender que a corrupção está tanto no corruptor e quanto no corrompido. Está também naquele que vende o seu voto, naquele que paga propina para funcionário público", explicou.
Segundo ele, a instâncias como a Controladoria Geral da União, o Ministério Público e a Polícia Federal não funcionam isoladamente e não resolvem tudo aquilo que deveriam resolver. "A Controladoria não dá conta de todos os casos de corrupção, o Ministério Público conta com número insuficiente de funcionários para um País do tamanho do nosso e a Polícia Federal teve ações impressionantes, mas como instituição não cumpre seu papel", disse.
Redação Terra
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