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Sexta, 23 de junho de 2006, 16h11

Ar seco impede dissipação do gás, diz médico

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Pelo menos 41 pessoas deram entrada em hospitais da capital paulista nesta sexta-feira depois que um caminhão carregado de cilindro de gás t-butil mercaptana tombou na Marginal do Pinheios, próximo à ponte Cidade Jardim. O vazamento espalhou o gás por um raio de oito quilômetros e o mau cheiro foi sentido do bairro do Morumbi ao Parque do Ibirapuera. Em entrevista ao Jornal do Terra, o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP, explicou que a falta de chuva e vento está impedindo o gás de dispersar.

"Como o t-butil mercaptana é mais denso que o ar, ele ficou limitado ao vale do Rio Pinheiros, nem sequer conseguiu subir a avenida Paulista. Agora, depende dos ventos para ir embora", disse.

O especialista ressaltou ainda o risco que a população corre com a falta de fiscalização no transporte de gases. "É um absurdo o que aconteceu nesta sexta-feira em São Paulo. Escancara o perigo. Se fosse um gás tóxico, estaríamos contando os mortos", afirmou.

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Redação Terra

 
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