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Dia de jogo do Brasil também é dia de grandes emoções. Haja coração para enfrentar um chute na trave, um passo bem feito, uma jogada perigosa do adversário e, glória máxima, aquele golaço que a gente tanto espera. O corpo torce por inteiro sobrecarregando o coração, o estômago e até os pulmões. Na Inglaterra, um estudo feito durante a Copa de 98 apontou um aumento de 25% na incidência de infartos.
Segundo o cardiologista Carlos Alberto Pastore, Instituto do Coração (Incor), este tipo de emoção além do normal pode matar, embora o risco seja limitado a pessoas que apresentam problemas cardíacos. "Quem sabe que tem problema do coração precisa tomar precações. O coração é o órgão que mais sente o tranço, pois é o centro afetivo do corpo. Por ser muito irrigado, ele responde muito rápido a qualquer emoção e uma descarga de adrenalina pode ser danosa", explicou em entrevista ao Jornal do Terra.
Para o especialista, as pessoas que mais correm risco são aquelas que não sabem que sofrem de problemas cardíacos. "Essas me preocupam, porque não se previnem", disse. Pastore ressalta ainda que não é recomendado que pessoas recém-enfartadas e recém-operadas assistam aos jogos.
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Redação Terra
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