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O governo de São Paulo classificou como falsa a denúncia, levantada pelo jornal Folha de S. Paulo, de que aliados políticos teriam sido favorecidos pelo banco estatal Nossa Caixa com verbas publicitárias. De acordo com a reportagem, os beneficiados seriam jornal, revistas e veículos de comunicação mantidos ou indicados por deputados da base governista. Mas, em entrevista ao Jornal do Terra, o deputado estadual Afanásio Jazadji (PFL-SP), apontado como um dos favorecidos, disse que a distribuição das verbas segue um "critério político" e serve como "cala-boca" para deputados que criticam ou se opõem ao governo.
"É um critério político. Quem não concorda com o governo de São Paulo é boicotado. O governador Geraldo Alckmin não pode fazer isso com verba pública. Recebi R$ 8 mil reais da Nossa Caixa e depois, quando passei a discordar das atitudes do governo, parei de receber", disse Jazadji. O pefelista ressalta ainda que deixou de receber verbas quando passou a apoiar Rodrigo Garcia (PFL-SP) para a Presidência da Assembléia Legislativa.
Segundo o deputado, o Palácio dos Bandeirantes procura os comunicadores, como ele, para oferecer verbas publicitárias. "Nunca pedi pessoalmente, fui procurado. O governador disse que prestigiaria meu programa com publicidade. Mas, para mim, isso é um cala-boca e eu não aceito. Ou destina para todos os programas, ou pra nenhum", afirmou.
Segue abaixo nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo sobre o caso:
O governador Geraldo Alckmin disse que a reportagem da Folha sobre a Nossa Caixa "não tem a menor veracidade". "Os critérios da distribuição de mídia do governo são critérios técnicos. São Paulo é um dos Estados que menos gasta com comunicação. A investigação foi feita pela própria Nossa caixa. Foi ela que fez a sindicância e enviou ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Você tem 500 veículos de comunicação que entraram na campanha da Nossa Caixa, e nós estamos falando de cinco casos", disse o governador.
A reportagem da Folha não diz que a sindicância à qual a Folha teve acesso foi feita por iniciativa da própria Nossa Caixa. O que houve foi um problema formal. Os contratos com as agências de propaganda não foram renovados (e poderiam ter sido renovados normalmente), mas os serviços continuaram sendo prestados por um período. Foi a própria Nossa Caixa que enviou o processo para o Tribunal de Contas do Estado e para o Ministério Público, numa demonstração de transparência. A sindicância concluiu não haver despesas não-justificadas nem acima dos padrões.
O presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, explica que a reportagem da Folha cita 5 veículos de um total que ultrapassou 500 veículos de mídia que receberam propaganda da Nossa Caixa no período. Ou seja: menos de 1%. Os veículos apontados pela Folha receberam menos de 1% do total de verba publicitária da Nossa Caixa na ocasião.
A Nossa Caixa aplica, em sua comunicação, a segmentação, procurando atingir os mais diversos públicos por meio da pulverização dos veículos utilizados em suas campanhas, seguindo critérios técnicos.
O Governo de São Paulo é um dos que menos gasta com comunicação: menos do que 2 reais por habitante, por ano, com comunicação. Nesse valor já estão somadas as verbas das empresas estatais (...).
A Nossa Caixa tem suas ações negociadas no Novo Mercado e sua administração obedece aos critérios mais rígidos de governança corporativa (...).
Redação Terra
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