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Dirceu empregou os termos "injustiça", "degola política", "fuzilamento político" e "agonia", entre outros, durante os 40 minutos que usou para se defender no plenário da Câmara, antes da votação do relatório que pedia a cassação dele. O relator do processo, deputado Julio Delgado (PSB-MG), falou antes do petista.
Dirceu preferiu o discurso de improviso e foi aplaudido poucas vezes. O petista repetiu ser inocente de todas as acusações, principalmente a de ser o idealizador do do "mensalão". Dirceu afirmou que ficou provado que mensalão não existe, mas sim caixa 2 para pagamento de campanhas políticas.
"Os deputados e o Brasil me conhecem: fui líder estudantil, vivi na clandestinidade durante a ditadura e nunca fui processado; a Câmara sabe que eu não fui o chefe do mensalão", afirmou Dirceu. "Eu não posso ser cassado por minha história, pois tenho as mãos limpas e não sou réu confesso."
O petista explicou porque recorreu ao Supremo Tribunal Federal para não ser cassado. "Não poderia deixar de me defender em todas as instâncias; tenho a obrigação de proteger o direito de qualquer cidadão à presunção da inocência e de preservar o devido processo legal. O Supremo impôs suas decisões ao Conselho de Ética".
Dirceu disse que motivos políticos não podem ser mais fortes que as provas. "Nenhum tribunal aceitaria a perda de mandato de um parlamentar por motivos políticos, pois isso seria um fato estranho à democracia e às leis brasileiras", afirmou.
O petista afirmou que, caso tenha o mandato cassado, seria uma "degola política", e encerrou o discurso pedindo "justiça", e não "clemência" aos deputados.
Redação Terra
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