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No Ceará foram registradas 277 urnas com problemas, sendo 120 substituídas e outras sete para o voto manual. Na capital cearense apenas duas urnas eletrônicas tiveram que ser substituídas pelas de votação manual.
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O referendo ocorreu dentro do normal no Estado, mas alguns casos chamaram a atenção de quem acompanhou a votação. Muitas barracas de praia desrespeitaram a lei seca e até mesmo um bar vizinho a um batalhão da Polícia Militar vendia bebida alcoólica a seus freqüentadores. Um assaltante que portava uma escopeta foi preso por policiais militares após assaltar uma oficina mecânica.
Mas o caso que mais repercutiu no Ceará foi a ação do Ministério Público Eleitoral estadual contra a Igreja Católica, por esta ter realizado propaganda irregular no dia do referendo contra a venda de armas e munição.
No jornal O Domingo, distribuído aos fiéis nas missas, havia um trecho em que pregava o voto pelo desarmamento. O pedido estava na parte em que o padre convoca os fiéis a pedir a Deus pelas suas preces: "para que optemos pela não-violência, em favor do desarmamento, rezemos ao senhor".
A Frente Parlamentar pelo Direito à Legítima Defesa levou o caso à Justiça.A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, que entrou com uma representação em Fortaleza e também no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. O procurador regional eleitoral, Oscar Costa Filho, ressaltou que a divulgação não é só local, mas de todo o Brasil, e que, posteriormente, será apurada a responsabilidade. Procurada pela reportagem, a Igreja não quis falar sobre o assunto.
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Redação Terra
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