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Quarta, 18 de maio de 2005, 13h20

No início, risco de monopólio assustava setor, diz Tavares

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O início das operações da Internet foi marcado por uma verdadeira batalha para impedir o monopólio que existia no Brasil. O presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet, Abranet, Antônio Tavares, lembra que há 10 anos o acesso à rede era exclusivadade da Embratel, uma empesa estatal na época. "Além disso, para propiciar o acesso era preciso ter um telefone que poderia custar até US$ 5 mil ou US$ 10 mil em algumas regiões", lembra.

Diante do Estado monopolista e da falta de infra-estrutura de telecomunicações, os provedores de Internet pediam ao então ministro das Comunicações, o tucano Sérgio Motta, que crisse espaço para a oferta de acesso à rede. "Queríamos provocar a competição para que os preços pudessem cair", afirma. Segundo Tavares, a estatal alugava um link de 2 Mbps (megabites por segundo) por cerca de US$ 22,7 mil mensais. Atualmente, uma conexão com a mesma velocidade pode ser contratada em uma residência por menos de US$ 300.

Tavares lembra que houve reação contrária e alguns setores tinham interesse em manter o monopólio do acesso à Internet. "Mas a reação não era tão forte ante a força do ministro", diz, ao observar que a força e a disposição de Sérgio Motta popularizaram os apelidos de "Sergão" e "Trator".

Redação Terra

 
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