O Partido Republicano não reelegeu apenas o presidente dos Estados Unidos, conquistou também a maioria das cadeiras do Senado e na Câmara. Mas analistas alertam que o presidente George W. Bush terá de agir rápido para aprovar a agenda de campanha, já que em dois anos o Congresso passará por novas eleições.
No front doméstico, Bush já falou em reformar a previdência social e favorecer a poupança dos norte-americanos. Também pretende revisar o imposto de renda e se comprometeu a fazer um programa de trabalho temporário para imigrantes legais. Para especialistas, o corte de impostos e a privatização da previdência podem gerar mais diferenças entre ricos e pobres. O republicano prometeu ainda cortar pela metade o déficit orçamentário. Quanto à agenda comercial, Bush quer um acordo de livre comércio na América Central.
No front externo, Bush tem como compromisso maior tentar estabilizar o Iraque. O Irã e a Coréia do Norte, outros dois países que integram o que Washington chama de "eixo do mal", também serão alvo da atenção do republicano. Já os vizinhos cubanos deverão enfrentar maiores restrições políticas e econômicas. O objetivo de Bush é acelerar a queda do presidente Fidel Castro.
As tarefas não serão fáceis. Analistas acreditam que, com o acirramento da campanha presidencial, Bush terá de se esforçar para conquistar todos os membros do Congresso e assim reunificar o país.