Fabrício Escandiuzzi Direto de Florianópolis
A líder do PT no Senado, Ideli Salvati disse que a eleição presidencial serviu para mostrar a dimensão da "mácula da corrupção" nas instituições públicas, além de se transformar num grande massacre ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. "Era de manhã, de tarde, de noite e de madrugada, dia sim e outro também. Ele foi massacrado", destacou. "Foram seis CPIs simultâneas, uma verdadeira loucura", completou.
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Para a senadora, por tudo isso o processo eleitoral começou mais cedo e foi "muito sofrido", mas serviu para que a população percebesse com clareza o grau de corrupção existente nas instituições brasileiras. "Agora é como um tumor que precisa ser extraído", comparou.
Ideli completou que o vencedor das eleições, na sua opinião, foi aquele que expôs o problema e colocou o "dedo na ferida, ao invés de jogar a sujeira para debaixo do tapete". "A população entendeu a gravidade e preferiu aqueles que levam o problema da corrupção a público ao invés de abafá-lo", disse sem deixar de alfinetar os tucanos. "Fico só imaginando se o Alckmin enfrentasse uma das mais de 60 CPIs que engavetaram na Assembléia Legislativa de São Paulo", acrescentou.
Com relação a Santa Catarina, Ideli disse estar satisfeita com o crescimento do presidente Lula, que diminuiu sua diferença para Geraldo Alckmin (PSDB) para dez pontos percentuais. O presidente reeleito obteve 45% dos votos, registrando um acréscimo de 12% do eleitorado catarinense. Alckmin venceu com 55% dos votos válidos, com 112 mil votos a menos do que no primeiro turno.
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