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O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) concedeu entrevista nesta sexta-feira ao Jornal da Record, expondo suas idéias sobre ética, o dossiê contra os tucanos, gastos públicos e política fiscal, entre outros. O tucano respondeu às críticas de que seria privatista, dizendo que, se eleito não privatizaria nem venderia ativos de empresas públicas. "Não pretendo vender nenhum ativo do governo. Quero é trazer investimento privado para ajudar nas ações do governo". Ele também defendeu as privatizações feitas durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso e disse que não seriam necessárias novas vendas de empresas públicas.
Alckmin nega responsabilidade por ataques do PCC
O tucano atacou a política econômica do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o governo atual gasta mal o dinheiro que tem. Alckmin afirmou que uma de suas iniciativas, caso assuma o cargo, será cortar impostos. "Com quase 40% do PIB de carga tributária, o governo só consegue controlar a economia com juros. Temos de ter menos impostos e cortar gastos supérfluos", declarou. Como gastos supérfluos o candidato citou os ministérios criados na gestão do presidente Lula.
Sobre o caso do dossiê, Alckmin disse que seria fácil descobrir de onde veio o dinheiro para compra dos documentos. Para ele, bastava que Lula perguntasse aos petistas envolvidos. O candidato ainda disse que o governo se comporta de maneira autoritária no caso e que foi pego com a "boca na botija".
O ex-governador de São Paulo ainda falou sobre violência e rebateu críticas feitas à sua gestão no caso dos ataques do PCC. "Diminuímos os homicídios e os latrocínios em São Paulo, enquanto o índice no Brasil cresceu". Questionado sobre qual será o tom de sua campanha até o dia da eleição, o tucano disse que continuaria usando as "sandálias da humildade".
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