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A deputada federal mais votada do Brasil tem apenas 25 anos, estreou na política em 2004, quando se elegeu vereadora, é jornalista formada, mas continua na Universidade onde cursa Ciências Sociais. Foi líder estudantil e líder do PCdoB na Câmara de Vereadores de Porto Alegre e hoje preside a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude. Manuela D'Ávila conquistou 271,939 mil votos e agora vai para Brasília lutar contra a cláusula da barreira, conforme contou em entrevista exclusiva ao Jornal do Terra.
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Jornal do Terra: A que você credita essa quantidade de votos?
Manuela: A uma série de fatores. À minha atuação na Câmara de Vereadores, à ajuda do PCdoB e do PT, que acreditaram na minha campanha. Ao fato de o Rio Grande do Sul querer renovar o Congresso. E acho que o meu jeito de fazer política de maneira simples também atraiu. Os políticos tradicionais que complicam para tentar descolar a população da política.
Jornal do Terra: A internauta Kelly pergunta pelo chat como você se sente sendo a deputada mais votada do Brasil.
Manuela: Me sinto muito orgulhosa, é muito emocionante. Entrei para a história do Rio Grande do Sul como a mulher mais votada do Estado e em um momento tão complicado. Só posso me comprometer em transformar esse sentimento em uma enorme responsabilidade, em compromisso e garantia de luta.
Jornal do Terra: Quem contribuiu para a sua campanha?
Manuela: Tanta gente. Foi uma campanha de militância, de pessoa de todas as idades participando. Ganhamos pela conversa, pelo olho no olho. A gente ocupou a cidade de Porto Alegre e o Estado do Rio Grande do Sul com pessoas que queriam contribuir. Foi uma campanha muito barata perto das outras campanhas.
Jornal do Terra: Outro internauta quer saber qual a perspectiva diante da cláusula de barreira.
Manuela: As dificuldades não assuntam o PCdoB, o partido mais antigo do Brasil e que viveu 61 anos na clandestinidade. A legenda conseguiu mostrar nesta eleição que a cláusula de barreira não é um critério lógico, não cumpre a vontade do povo, porque nós tivemos, por exemplo, 7% dos votos para o Senado e expressivas votações ultrapassando os 2% em diversos Estados. Somos um partido nacional. Então eu vou para o Congresso lutar por reforma política, financiamento público de campanha, fidelidade partidária. Porque é isso que resolve parte dos problemas de corrupção.
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