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O deputado eleito Clodovil Hernandes (PTC) foi interpelado judicialmente nesta terça-feira pela Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) depois que deu entrevista a uma rádio carioca e teria dito que os judeus manipularam o Holocausto. A interpelação é para que ele confirme, desminta ou se retrate. Caso ele confirme, será configurado racismo, que no Brasil é crime inafiançável. Em entrevista exclusiva, Clodovil falou que irá se retratar se for necessário.
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Jornal do Terra: O senhor já foi notificado desta interpelação?
Clodovil: A única interpelação em que acredito realmente é a de Deus. Hoje em dia você é artista para receber pedradas, a mídia não é mais inocente como era antigamente. Hoje somos comparados com essas mulheres que trabalham deitadas e descansam em pé. O que importa é o escândalo.
Jornal do Terra: O senhor disse alguma coisa que possa ter suscitado esta reação da Fierj?
Clodovil: Não, acho se eles pudessem manipular a minha consciência e me fazer sentir culpado, eu estaria perdido. Meu pai sempre me ensinou: nunca abaixe os olhos para ninguém. Quem começou essa história foi um deputado que eu nem sei o nome. Por que ele faz uma bobagem dessas? Ele precisa se promover? Não sei qual a razão.
Jornal do Terra: Mas em nenhum momento o senhor disse que os judeus manipularam a história do Holocausto?
Clodovil: Pergunto a você ao invés de responder. O que você diria da história do Holocausto? Nada. É a mesma coisa que dizer que a Princesa Isabel libertou os escravos. Quem libertou os escravos foi o dinheiro dos ingleses. É o fim do mundo, tudo é modificado conforme interesses.
Jornal do Terra: A Federação Israelita do Rio de Janeiro pede que o senhor confirme ou desminta ou se retrate. O senhor fará alguma dessas coisas?
Clodovil: Farei o que precisar fazer. Honra é uma coisa que carrego dentro de mim. Não falei nada dessa forma e não preciso explicar o que não precisa ser explicado. Se precisar, ando de joelho, ajoelho no milho, ando em fogueira acesa.
Jornal do Terra: O senhor já foi denunciado antes por crime de racismo.
Clodovil: Pois é. E a vereadora ganhou R$ 22 mil. O que as pessoas querem é dinheiro.
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