José Roberto de Toledo Editor-chefe do Jornal do Terra
As eleições de 1º de outubro marcam vários recordes para a democracia brasileira. Será a quinta eleição presidencial seguida desde a redemocratização, a maior seqüência ininterrupta de pleitos universais na história do País. O recorde anterior era do período entre a 2ª Guerra Mundial e o golpe militar de 1964, quando quatro presidentes foram eleitos pelo voto direto.
Entre a proclamação da República e a Revolução de 1930, durante a República Velha, houve 10 eleições presidenciais em seqüência, mas o eleitorado representava em média menos de 3% da população. O voto não era estendido aos analfabetos e às mulheres, ou seja, à maioria dos brasileiros.
Neste domingo, 125.913.479 brasileiros estarão aptos a votar. Projetando-se uma abstenção de 20%, compatível com a média histórica, pela primeira vez mais de 100 milhões de eleitores escolherão o presidente do Brasil. Na eleição presidencial de 2002 cerca de 95 milhões compareceram aos locais de votação. Em 2004, na eleição de prefeitos, esse número chegou a 102,8 milhões. Esse eleitorado dá ao Brasil o título de terceira maior democracia do mundo, atrás apenas da Índia e dos EUA.
Serão cerca de 20 mil candidatos disputando cinco tipos de cargo: a Presidência da República, 26 governos estaduais e o do Distrito Federal, 27 vagas no Senado, 513 vagas para deputado federal e 1.059 vagas nas Assembléias Legislativas e Distrital. A ordem de votação é esdrúxula: começa com o voto para deputado federal, seguindo-se as escolhas de deputado estadual, senador, governador e presidente.
Se PT e PSDB disputam a Presidência, o PMDB é o partido favorito a eleger a maior bancada na Câmara dos Deputados. Algumas projeções arriscam mais de 100 cadeiras para os peemedebistas, algo que não ocorre desde 1994. O PT, que elegeu 91 deputados federais em 2002, corre o risco de encolher, assim como os partidos mensaleiros (PTB e PL).
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