Romoaldo de Souza Direto de Brasília
O procurador da República, Mário Lúcio Avelar, responsável pelo inquérito que apura a participação de dirigentes do PT na suposta comercialização do dossiê que incriminaria políticos do PSDB, revelou que a intenção do Ministério Público é promover uma acareação entre os três militantes do PT investigados sobre o caso. A afirmação foi dada pelo próprio procurador a um deputado da CPI dos sanguessugas. Avelar desconfia que Jorge Lorenzetti, Oswaldo Bargas e Expedito Afonso Veloso tenham combinado o que dizer à Polícia Federal, ao prestarem depoimento na última sexta-feira.
» Entenda o caso do dossiê
Por telefone, o advogado de Jorge Lorenzetti, Aldo de Campos Costa, negou que o seu cliente tivesse combinado o depoimento, afirmando que o ex-churrasqueiro do presidente Lula, teria ficado "absolutamente chocado" quando soube que Valdebran Padilha e Gedimar Passos teriam sido presos transportando R$ 1,7 milhão para pagamento do dossiê.
Integrantes da CPI já receberam da Polícia Federal, também na última sexta-feira, um CD lacrado com o conteúdo do dossiê, mas a documentação foi trancada a sete chaves no cofre da comissão, aguardando que o presidente da CPI, Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), chegue à Brasília.
O PDT diz que o presidente do partido, Carlos Lupi, vai entrar nesta segunda-feira com uma representação junto à Polícia Federal cobrando agilidade na apuração do conteúdo do dossiê e da origem do dinheiro apreendido com Valdebran Padilha e Gedimar Passos.
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