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O programa do PSDB no horário eleitoral da noite de quinta-feira fez o mais forte ataque ao presidente Lula no caso da tentativa de compra do dossiê antitucano. O apresentador lembrou os escândalos que marcaram o governo Lula: o caso Waldomiro Diniz, a propina nos Correios, o mensalão e os dólares na cueca do assessor do irmão do ex-presidente do PT, José Genoíno.
O programa citou os ministros que saíram do governo em conseqüência dos escândalos. Depois, mostrou a prisão dos envolvidos no caso do dossiê em São Paulo e simulou numa dramatização o dinheiro apreendido pela Polícia Federal. Em seguida, o candidato Geraldo Alckmin disse que o país vive um momento histórico e concluiu: "Ou mudamos este país para melhor ou vamos nos arrepender mais uma vez".
O programa do PT abriu com uma fala de Lula sobre o caso, pela primeira vez no horário eleitoral. O presidente candidato disse que nunca tentou "varrer o lixo para debaixo do tapete e não poderia admitir que alguns membros de sua equipe de campanha, aparentemente para atingir o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, participassem de uma operação obscura envolvendo a compra de dossiês".
Lula citou o afastamento do coordenador de campanha, Ricardo Berzoini, e disse que o presidente do PT não esteve envolvido diretamente no caso. Depois de se dizer decepcionado com pessoas conhecidas que se envolvem em irregularidades, Lula citou a mãe que o ensinou a viver de cabeça erquida e se referiu à confiança dos eleitores: "Garanto, por tudo na vida, que jamais vou trair essa confiança".
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