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Em entrevista ao Jornal do Terra, o diretor da Datafolha Mauro Paulino ressaltou que mesmo que uma parte da votação em Lula no Nordeste se perca em abstenções e votos brancos e nulos (a região é líder nacional nestes índices), o presidente ainda manteria a vantagem sobre os adversários. "Simulamos esta situação e ele perde menos de 1 ponto percentual", falou. Como a vantagem do petista sobre Alckmin é de 22 pontos, o quadro atual de reeleição no primeiro turno não muda com abstenções e votos nulos.
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Além disso, explica Paulino, só haverá segundo turno nas eleições de outubro se Alckmin conseguir conquistar os eleitores pobres de Lula. A última pesquisa Datafolha/Rede Globo, divulgada nesta terça-feira, mostra que Alckmin cresceu de forma significativa entre os mais ricos (14 pontos) e abriu vantagem de 27 pontos neste segmento. No entanto, os que ganham mais de dez salários mínimos representam apenas 5% do total de eleitores.
A sondagem apontou Lula com 50%, Alckmin com 28% e Heloísa Helena (PSOL) com 9%. Cristovam Buarque (PDT) e Ana Maria Rangel (PRP) têm 1%. Os eleitores indecisos somam 6% e os votos brancos e nulos, 4%.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo número 16.883 /2006, ouviu 3.817 eleitores em 11 e 12 de setembro em 217 cidades de 25 unidades da federação. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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