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O anúncio do nome do governador paulista Geraldo Alckmin como o candidato do PSDB à Presidência nas eleições deste ano se deu após um eficaz trabalho junto às bases do partido, analisa o cientista político Rogério Schmitt, da Tendências Consultoria. A candidatura de Alckmin foi confirmada nesta terça-feira pelo PSDB.
A estratégia do governador teria sido, assim, o inverso da do prefeito paulistano, José Serra, o outro pré-candidato tucano ao Planalto. Serra contava com o apoio inicial da cúpula do PSDB, personalizada por três líderes: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente nacional do partido, Tasso Jereissati, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. "Talvez o prefeito tenha depositado excessivamente suas esperanças simplesmente em uma simpatia inicial que o 'triunvirato' tinha em relação a ele", especula Schmitt.
Embora observe que o processo de escolha foi demorado demais para não criar conseqüências políticas, o cientista político acredita que há tempo para o PSDB se recompor da ameaça de um racha antes do início da campanha eleitoral, daqui a mais de três meses.
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